imprevistos acontecem

imprevistos acontecem

Dia vai, dia vem e, de repente, surge um imprevisto.

E agora? Para alguns, apenas um momento mais agitado, de pensamento rápido e ações diferenciadas. Para outros, momento de pânico, desespero e imobilidade.

Em que grupo você está? Nos de ação ou de estáticos? Motivados ou prostrados? Você é daqueles que encaram o problema e buscam alternativas ou que sentam e choram?

Acredito que algumas pessoas tenham uma pré disposição para encarar desafios. Gente que gosta de vencer obstáculos, que tem paixão pelo difícil. Gente que não tem medo do perigo, que mostra sua cara e segue em frente.

E acredito também que tem gente que aprende a lidar com isso. Como? Exercitando.

Numa analogia com esportes radicais, temos aquelas pessoas que praticam por gosto, opção e adrenalina. Outros, se propõem a experimentar aquela aventura e, dessa forma, saem da zona de conforto e vivem novas sensações. O que ganham com isso? Preparo. Quando for necessário, a pessoa acionará sua memória e agirá melhor. O fator surpresa será menor e as ações, mais naturais e apropriadas.

Dizem os educadores físicos que o corpo acumula uma memória corporal. Então, mesmo não praticando por muito tempo uma atividade física, ao retornar, seu corpo é capaz de buscar essas referências para auxiliá-lo no momento atual. O mesmo vale para situações de elevado stress. Quanto mais você vivencia, mais experimenta, mais exercita, melhor se desenvolve.

Numa próxima situação não prevista, num acontecimento inesperado, permita-se explorar, entender. Encare. Errando ou acertando você está acumulando experiências.

Por mais que seja difícil no começo, com o tempo você conquistará mais segurança e isso o auxiliará em sua trajetória profissional.

aprendi

aprendi_foto

Hoje eu aprendi, entendi, percebi e vi.

Aprendi que existe um mundo muito maior do que o meu. Entendi que existem outros costumes, outras culturas. Percebi que não existem melhores ou piores, apenas diferentes. Vi que diferente não é necessariamente algo ruim, muitas vezes apenas visto por outro ângulo.

Aprendi que aqui com os romanos é mais difícil do que em Roma como os romanos. Entendi que quando um não quer, todos querem. Percebi que mais vale dois pássaros voando do que um na mão. Vi que nem tudo é o que parece, mas tudo que balança, acaba caindo.

Aprendi que existe gente fantástica espalhada por esse mundão. Uns passam, outros ficam, alguns nem chegam e outros tantos ainda estão por chegar. Entendi que as grandes lições estão disfarçadas de problemas. Vi muita coisa boa e, as ruins, preferi não ver.

Aprendi que fé não é apenas desejar, é precisar. Entendi que pedir é fácil, difícil é arcar com as consequencias. Percebi que as pedras no caminho são as pistas para a direção correta. Vi que sorte é uma questão de trabalho duro. É suor.

Aprendi que amigos são amigos sempre. Entendi que desconhecidos podem se tornar grandes amigos num estalar de dedos. Percebi que amizades sinceras surgem de ocasiões inusitadas. Vi que tenho importantes amigos, que torcem por mim mesmo sem saber que precisam torcer por algo. Amo meus amigos.

Aprendi o valor de um sorriso sincero. Entendi que as lágrimas realmente lavam a alma. Percebi que um abraço pode curar. Vi muita dor ser combatida com solidariedade.

Aprendi que aprender tem seu preço. Entendi que precisamos aprender para ensinar. Entendi que não podemos ignorar o que foi aprendido. Vi que uma simples lição pode escrever um futuro bem diferente.

Aprendi que nem tudo precisa fazer sentido. Ao menos agora. Entendi que o destino é caprichoso. Percebi que o mundo realmente dá voltas por não estarmos prontos para uma verdade dita tão diretamente. Vi que não adianta fugir. Mais cedo ou mais tarde precisaremos completar nossas lições de casa.

Aprendi na música, que até o pra sempre, sempre acaba. Assustei. Entendi que o importante é o agora. Percebi que o amanhã é apenas eco do que foi dito hoje. Vi nos livros que não dá para fazer um novo começo, mas sempre se pode começar a fazer um novo fim. E que seja agora.

Aprendi que pedir ajuda não é um problema. Na verdade é uma necessidade. Entendi que ajudar é gentileza. Percebi que quem ajuda, é mais ajudado. Vi que gentileza gera gratidão.

Aprendi que tenho ainda muito o que aprender. Entendi que algo fez a diferença. Percebi que agora tudo começa diferente. Vi que o horizonte ampliou.

Aprendi ? Entendi ? Percebi ? Vi ? Sim … E que assim continue. Mais aprendizados. Muitos entendimentos. Grandes percepções. Felizes visões.

Aprendi. Aprendi.

vida longa ao rei

Diz um conto que num vilarejo todos pediam a substituição de um rei. Reclamavam dos altos impostos e das severas leis. No canto de uma rua, apenas um velhinho dizia “Vida longa ao rei”.

Sem entender o motivo pelo qual apenas esse senhor não pedia a troca do rei, um jovem perguntou ao idoso se ele era feliz com os feitos daquela realeza. Foi então que veio a resposta “Esse pode ser ruim, mas o que está por vir pode ser ainda pior. Antes todos reclamavam e veio esse, bem pior.”

Aprendi isso com uma gerente que tive. Toda vez que reclamava de algo ela dizia “Vida longa ao rei!”. Na época, lembro, fiz piada disso.

Mas o tempo passou e se encarregou de me fazer acatar a sabedoria dos ditos populares. Ao longo de minha carreira e nas empresas que trabalhei, vivenciei a importância de valorizar cada momento com suas qualidades e defeitos.

Na minha interpretação, a mensagem desse conto não diz respeito só a troca de pessoas. Fala sobre aceitar o que temos. Valorizar o que temos. É algo como aproveitar da melhor forma o que nos está disponível.

Sei que parece difícil (e é difícil mesmo) de acreditar, mas até as pessoas com as quais não nos afinamos tem ensinamentos para nos passar. Uma pessoa pode ter mil defeitos, mas possui também qualidades, características que não possuímos e podemos “copiar” e nos inspirar.

E ai? Caiu alguma ficha?