OBSERVAR SEM JULGAR

texto observar

Sempre fui muito observador, daqueles que prestam atenção aos detalhes, aos comportamentos e atitudes dos que estão a minha volta. 

É algo automático, talvez algum processo criado para minha “defesa”, não sei, mas é bem natural e espontâneo. Costumo brincar que ao entrar num lugar, eu meio que escaneio o ambiente. Como acontecem nos filmes com robôs, que sai a luz verde dos olhos, mapeando todo o lugar.

Entendia isso como algo bom até que dar conta que junto com a observação, tinha o julgamento. 

A grande mudança veio da minha consciência de que eu ia colocando tudo que observava em caixas mentais de  #certo ou #errado.

E veja que absurdo. Na prática era o que achava que era certo ou errado a partir do que eu achava que estava vendo ou entendendo. Cruel comigo e com os outros.

Louco demais, concordo, mas era assim até me dar conta e refazer meu mapa mental. Observar sim, julgar não. E isso me fez um bem tremendo. Primeiro porque ignoro a grande parte das coisas que são corriqueiras e sem valor, e segundo, porque o que é realmente importante para mim, tento conhecer os motivos e razões daquela pessoa.

Confesso que as vezes o julgamento “se joga” na minha mente, mas rapidamente eu “jogo” ele pra fora. Risos.

E viva nossa possibilidade e capacidade de melhorar, mudar, crescer, amadurecer e superar.